As polícias Federal, Rodoviária Federal e policiais civis de 14 Estados, entre eles São Paulo e Rio, vão parar nesta quarta-feira (21). O ato reivindica uma política de segurança pública para o país como a criação de uma carteira de identidade única e um banco de dados criminal interligado.

Os policiais federais também pedem reajuste e plano de carreira, entre outras reivindicações. O governo ofereceu 12% agora e 3,8% em janeiro –proposta que foi rejeitada pela categoria.

Não está prevista paralisação nos aeroportos.

Outras polícias civis devem aderir ao movimento. Até esta terça (20), policiais de mais cinco Estados e do Distrito Federal se reúnem em assembleia para definir a participação no movimento.

Apesar do apoio da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais ao movimento, não está prevista a paralisação de policiais militares.

“Você sabe qual será o legado da Copa do Mundo para a segurança pública? Nenhum. Os índices de criminalidade vão reduzir em todo o país durante o evento, mas depois tudo voltará”, disse Jânio Gandra, presidente da Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis).

O movimento de paralisação, por 24 horas, é organizado pela Cobrapol, pela Fenapef (Federação Nacional de Policiais Federais) e pela Fenaprf (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais). Em Brasília, os policiais pretendem caminhar até o Ministério da Justiça ou a praça dos Três Poderes (o trajeto ainda será definido).

No Rio, os policiais civis farão caminhada da Cidade da Polícia, onde se concentram as delegacias especializadas da cidade, na zona norte, até a Tijuca, onde no fim do dia haverá assembleia.

“Vamos definir os rumos da categoria. Temos propostas e vamos analisá-las”, disse o inspetor Francisco Chaos, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio.

Em São Paulo, os policiais não chegaram a um acordo com o governo estadual. Está sendo preparada uma passeata para o sábado (24).

Os policiais civis do Amapá, do Maranhão, do Rio Grande do Norte, do Rio Grande do Sul e de Roraima, além dos do Distrito Federal, realizam assembleia até esta terça (20) para definir se também param por 24 horas.

Os sindicatos da PF nos Estados realizaram videoconferência nesta segunda (19). Eles também pedem a anistia dos agentes que respondem a processo administrativo por causa da greve de 2012.

MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO

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