Todos os aeroportos administrados pela Infraero terão que ter sistema de internet sem fio (wi-fi) gratuita. É o que determina portaria assinada ontem pelo ministro Moreira Franco (Aviação Civil), que disciplina como a estatal deverá tratar suas áreas comerciais e de serviços aos passageiros.

Além de internet sem custo, a companhia também terá que disponibilizar tomadas em número suficiente para os passageiros e ter em suas áreas comerciais “número adequado” de áreas para alimentação que incentive a “redução de preços” ao consumidor.

A portaria determina, ainda, que as áreas comerciais devem ficar prioritariamente no “lado ar” –ou seja, após as áreas de check-in e revista de passageiro. De acordo com o ministro, isso já é uma adaptação da Infraero aos padrões internacionais de operadores aeroportuários.

A estatal é sócia dos aeroportos que foram concedidos no ano passado (Guarulhos, Campinas e Brasília). Os contratos de concessão desses três aeroportos não previam a obrigatoriedade da internet gratuita (mas eles oferecem o serviço), o que já ocorreu nos contratos de Galeão e Confins, leiloados neste mês.

“Queremos qualidade, preço e prestação de serviços nos aeroportos brasileiros à altura do século 21”, disse o ministro. “Qualidade do serviço é nossa obsessão.”

De acordo com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, recursos para a aplicação da norma estão previstos no orçamento da Infraero. Segundo ele, o wi-fi já é oferecido nos principais aeroportos do país. No próximo ano, haverá licitação de um novo sistema de internet para todas as 60 unidades que começa a ser implantado até o primeiro semestre.

PRESTADORES

A norma também passa a dar um tratamento diferente para os prestadores de serviços aeroportuários que usam as áreas operacionais dos aeroportos, como hangares para manutenção de aviões, fornecedores de combustível entre outros.

Antes, a Infreaero era obrigada a licitar essas áreas do mesmo modo que fazia com as áreas comerciais, como restaurantes e bares, o que gerava reclamações das empresas aéreas que necessitam dos serviços para realizar o trabalho. Agora, a empresa poderá dispensar a licitação dessas áreas em alguns casos.

O presidente da Infraero também afirmou que a Infraero Serviços, criada para que a estatal administre aeroportos regionais que o governo vai reformar a partir de 2014, está com seu plano de negócios em fase de conclusão pelo Banco do Brasil.

A expectativa é que o projeto fique pronto em janeiro. Depois disso, operadores internacionais serão chamados para participar da sociedade.

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA